O que houve com o hacking?

Não sei se é um acaso da idade, mas cada vez vejo menos pessoas se aventurando internamente e intricidamente nos meios da tecnologia. Hoje as pessoas trabalham com a superficialidade do aprendizado, metas, e vendem tempo de sua vida por dinheiro. Pode parecer soar de uma forma velha o meu texto, mas é uma realidade, gostaria eu de estar enganado, mas depois de tanto tempo viver em meio as comunidades nacionais de software livre, ainda me assusto, me deixa pasmo saber que são as mesmas pessoas que antigamente moviam e melhoravam este meio são as que continuam a frente.

O software livre e o software de código aberto, parece ter perdido a graça e louvor dos que antes moviam as massas das pessoas que adentravam a área de tecnologia, interessados em aprender e melhorar. Posso também estar equivocado e este texto apenas transparecer o meu sentimento isolado, seria feliz eu se fosse o caso. Gostaria que fosse feito uma reflexão do panorama no software livre por desenvolvedores brasileiros, apenas pense a 5 anos atrás e hoje. O que houve? Aumentamos o número de usuários mas a qualidade parece ter caído, e menos pessoas significamente influentes no meio apareceram, e outras mais saíram. Não temos como julgar quem saiu, todos precisam de dinheiro, todos tem metas e uma vida fora do mundo cibernético. No entretanto o que ocorreu com os mais novos… ?

Seria culpa da pessoas como eu que poderiam instigar pessoas mais novas, estar desanimados e não contribuir, ou estar influenciando de forma negativa? Seria falta dos instrutores de conseguir instigar estes a aprender e a construir com software livre ? Será que não existe culpa, mas sim uma nova realidade, e o desafio do velho tentar subjugar o novo ? Seria culpa das pessoas novas preferirem recorrer a buscar continuam em ferramentas de Google, em vez de aprender a desenvolver as soluções de seus problemas e isto ser considerado o novo hacking?

É talvez o caso seja o seguinte, o hacking é uma coisa para pessoas novas, para estudantes, e cada vez mais novos e de forma precipitada nossos estudantes precisam virar adultos e largar os reais estudos para manterem suas vidas. Os estudantes parecem cada vez menos motivados a se sentirem desafiados a fazer softwares novos para resolver seus puzzles.

O que posso fazer, ou o que podemos fazer pessoas um pouco mais experientes, e tornar mais interessante este meio e fazer brotar o interesse nos estudantes ainda existentes, o prazer do continuo aprendizado e aprofundamento deste.

Compartilhe seu tempo, construa conhecimento de qualidade, mantenha vivo a essência do real aprendizado. Não seja morto pela sociedade…. Não criei desculpas, não crie culpados para seus problemas, crie soluções pois o hacking essencialmente é a arte de resolver problemas dos mais complicados e simples de forma elegante, utilizando o conhecimento dos processos.

“O tempo é a maior riqueza que temos…”

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Enviado pelo colaborador Marco Carvalho de Oliveira.

Blog: https://demoncyber.wordpress.com/

  • Jean Carlos Landim

    Grande Marco, mais uma vez nos brindando com um bom artigo.

    Enfim, meu pensamento a respeito desse assunto, se dá devido a mediocridade de uma parte de novatos no mundo open source e também a condição humana de quem já tem experiência e mais capacidade para desenvolver algo novo e interessante.

    Exemplo, muitos novatos quando começam a mexer com software livre na intenção de se tornar um ‘hacker’ (seja por rótulo ou por gosto mesmo), acabam se animando com a possibilidade que o meio muitas das vezes propõe, como por exemplo criando remasterizações de uma distribuição mais popular e acessível, os famosos Refisefuquis, que não são nada mais que distribuições conhecidas com pequenas alterações, muitas das vezes mais estéticas do que operacionais ou filosóficas.

    Tal ato, de alguma forma não é ruim, o quê muito pelo contrário pode trazer mais olhos curiosos ao mundo do software livre.

    Porém, esse ato também pode ser considerado medíocre, porque em suma não traz nenhuma inovação. Criar tais distribuições remasterizadas não é dificil hoje em dia e nem muitos menos leva tanto tempo, e de certa forma demonstra a mediocridade de alguns novatos que procuram um tipo de reconhecimento imediato, sem se preocupar com a qualidade e o escopo de seu trabalho.

    O certo seria, ao meu ver, que tais novatos se propusessem a ajudar a comunidade
    lapidando os medalhões já consagrados do meio, como distribuições maiores e ferramentas conhecidas. Não é só bom para comunidade, quanto para tal colaborador iniciante que além de ganhar experiência, se torna mais próximo de criar algo interessante e diferente em bons termos.

    Seja essa ‘lapidação’, uma ajuda por meio de documentações ou até em níveis mais técnicos como, patches e depuração de códigos. Para depois, enfim parte para algo
    maior, uma ideia mais bem trabalhada e ambiciosa. Sem reinventar a roda, é claro.

    Outro problema, é a motivação dos novatos. Que muita das vezes não é auto-compreendida.

    Sem saber o quê se deseja, fica díficil sem empenhar, estudar, trabalhar em uma idéia original ou uma solução necessária.

    Eu mesmo (o autor do texto, meu amigo, bem sabe), sou um dos que tive muita vontade e anseio para me tornar um hacker, mas por não me auto-compreender, acabei me perdendo no contexto da minha ambição. Isso por muito tempo.

    O tempo passou e hoje em dia tenho mais consciência aonde quero chegar e como evitar a mediocridade que é inerente a nós, réles seres humanos. Uma boa dica para quem tá começando.

    Quando houver mais consciência do que se deseja, será mais possivel inovações tanto de usuários novatos como dos experientes, que terão um tempo para se dedicar a coisas novas, sem se preocupar em manter a comunidade ativa (coisa que nós novatos podemos fazer com qualidade).

  • Jean Carlos Landim

    Grande Marco, mais uma vez nos brindando com um bom artigo.

    Enfim, meu pensamento a respeito desse assunto, se dá devido a mediocridade de uma parte de novatos no mundo open source e também a condição humana de quem já tem experiência e mais capacidade para desenvolver algo novo e interessante.

    Exemplo, muitos novatos quando começam a mexer com software livre na intenção de se tornar um ‘hacker’ (seja por rótulo ou por gosto mesmo), acabam se animando com a possibilidade que o meio muitas das vezes propõe, como por exemplo criando remasterizações de uma distribuição mais popular e acessível, os famosos Refisefuquis, que não são nada mais que distribuições conhecidas com pequenas alterações, muitas das vezes mais estéticas do que operacionais ou filosóficas.

    Tal ato, de alguma forma não é ruim, o quê muito pelo contrário pode trazer mais olhos curiosos ao mundo do software livre.

    Porém, esse ato também pode ser considerado medíocre, porque em suma não traz nenhuma inovação. Criar tais distribuições remasterizadas não é dificil hoje em dia e nem muitos menos leva tanto tempo, e de certa forma demonstra a mediocridade de alguns novatos que procuram um tipo de reconhecimento imediato, sem se preocupar com a qualidade e o escopo de seu trabalho.

    O certo seria, ao meu ver, que tais novatos se propusessem a ajudar a comunidade
    lapidando os medalhões já consagrados do meio, como distribuições maiores e ferramentas conhecidas. Não é só bom para comunidade, quanto para tal colaborador iniciante que além de ganhar experiência, se torna mais próximo de criar algo interessante e diferente em bons termos.

    Seja essa ‘lapidação’, uma ajuda por meio de documentações ou até em níveis mais técnicos como, patches e depuração de códigos. Para depois, enfim parte para algo
    maior, uma ideia mais bem trabalhada e ambiciosa. Sem reinventar a roda, é claro.

    Outro problema, é a motivação dos novatos. Que muita das vezes não é auto-compreendida.

    Sem saber o quê se deseja, fica díficil sem empenhar, estudar, trabalhar em uma idéia original ou uma solução necessária.

    Eu mesmo (o autor do texto, meu amigo, bem sabe), sou um dos que tive muita vontade e anseio para me tornar um hacker, mas por não me auto-compreender, acabei me perdendo no contexto da minha ambição. Isso por muito tempo.

    O tempo passou e hoje em dia tenho mais consciência aonde quero chegar e como evitar a mediocridade que é inerente a nós, réles seres humanos. Uma boa dica para quem tá começando.

    Quando houver mais consciência do que se deseja, será mais possivel inovações tanto de usuários novatos como dos experientes, que terão um tempo para se dedicar a coisas novas, sem se preocupar em manter a comunidade ativa (coisa que nós novatos podemos fazer com qualidade).

  • Jean Carlos Landim

    Grande Marco, mais uma vez nos brindando com um bom artigo.

    Enfim, meu pensamento a respeito desse assunto, se dá devido a mediocridade de uma parte de novatos no mundo open source e também a condição humana de quem já tem experiência e mais capacidade para desenvolver algo novo e interessante.

    Exemplo, muitos novatos quando começam a mexer com software livre na intenção de se tornar um ‘hacker’ (seja por rótulo ou por gosto mesmo), acabam se animando com a possibilidade que o meio muitas das vezes propõe, como por exemplo criando remasterizações de uma distribuição mais popular e acessível, os famosos Refisefuquis, que não são nada mais que distribuições conhecidas com pequenas alterações, muitas das vezes mais estéticas do que operacionais ou filosóficas.

    Tal ato, de alguma forma não é ruim, o quê muito pelo contrário pode trazer mais olhos curiosos ao mundo do software livre.

    Porém, esse ato também pode ser considerado medíocre, porque em suma não traz nenhuma inovação. Criar tais distribuições remasterizadas não é dificil hoje em dia e nem muitos menos leva tanto tempo, e de certa forma demonstra a mediocridade de alguns novatos que procuram um tipo de reconhecimento imediato, sem se preocupar com a qualidade e o escopo de seu trabalho.

    O certo seria, ao meu ver, que tais novatos se propusessem a ajudar a comunidade
    lapidando os medalhões já consagrados do meio, como distribuições maiores e ferramentas conhecidas. Não é só bom para comunidade, quanto para tal colaborador iniciante que além de ganhar experiência, se torna mais próximo de criar algo interessante e diferente em bons termos.

    Seja essa ‘lapidação’, uma ajuda por meio de documentações ou até em níveis mais técnicos como, patches e depuração de códigos. Para depois, enfim parte para algo
    maior, uma ideia mais bem trabalhada e ambiciosa. Sem reinventar a roda, é claro.

    Outro problema, é a motivação dos novatos. Que muita das vezes não é auto-compreendida.

    Sem saber o quê se deseja, fica díficil sem empenhar, estudar, trabalhar em uma idéia original ou uma solução necessária.

    Eu mesmo (o autor do texto, meu amigo, bem sabe), sou um dos que tive muita vontade e anseio para me tornar um hacker, mas por não me auto-compreender, acabei me perdendo no contexto da minha ambição. Isso por muito tempo.

    O tempo passou e hoje em dia tenho mais consciência aonde quero chegar e como evitar a mediocridade que é inerente a nós, réles seres humanos. Uma boa dica para quem tá começando.

    Quando houver mais consciência do que se deseja, será mais possivel inovações tanto de usuários novatos como dos experientes, que terão um tempo para se dedicar a coisas novas, sem se preocupar em manter a comunidade ativa (coisa que nós novatos podemos fazer com qualidade).